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O Desaparecimento de Granger Taylor: O Homem Que Sumiu para Embarcar num OVNI
26 de fev. de 2026Casos Frios7 min de leitura

O Desaparecimento de Granger Taylor: O Homem Que Sumiu para Embarcar num OVNI

Numa noite de tempestade em 1980, um mecânico brilhante deixou um bilhete dizendo que embarcaria numa nave alienígena para uma viagem de 42 meses. Ele nunca mais foi visto.

Na noite de 29 de novembro de 1980, ventos com força de tempestade varriam a Ilha de Vancouver, na Colúmbia Britânica. A chuva açoitava as janelas das fazendas e trovões rolavam pelas montanhas. Em algum lugar naquela tempestade uivante, Granger Taylor, de 32 anos, subiu em sua picape Datsun rosa vivo e desapareceu na escuridão.

Ele deixou um bilhete colado na porta do quarto de seus pais:

"Queridos Mãe e Pai, fui embora para embarcar numa nave alienígena, pois sonhos recorrentes me garantiram uma viagem interestelar de 42 meses para explorar o vasto universo, e depois retornar. Deixo para vocês todos os meus pertences, pois não precisarei mais de nada. Por favor, usem as instruções do meu testamento como guia de ajuda. Com amor, Granger."

Em seu testamento manuscrito, Taylor havia riscado a palavra "morte" e a substituído por "partida."

Ele nunca mais foi visto.

O Gênio Mecânico

O que torna o desaparecimento de Granger Taylor tão assombroso não é o bilhete estranho — é quem ele era antes de sumir.

Por todos os relatos, Taylor era um gênio mecânico genuíno. Largou a escola por volta da oitava série, incapaz de se interessar pela educação tradicional. Mas bastava lhe dar uma máquina quebrada para que algo quase sobrenatural acontecesse.

Na adolescência, restaurou um carro de um cilindro e reformou um trator de esteira que usou para ajudar vizinhos em projetos de construção. Retirou uma locomotiva a vapor enferrujada da floresta e a restaurou com tanta beleza que se tornou uma exposição permanente no BC Forest Discovery Centre em Duncan.

Sua obra-prima foi um caça P-40 Kittyhawk da Segunda Guerra Mundial. Taylor encontrou os destroços e, peça por peça, reconstruiu a aeronave no quintal dos pais. Não tinha treinamento formal. Trabalhava por intuição, por uma compreensão inata de como as máquinas se encaixam. Quando terminou, um colecionador o comprou por dezenas de milhares de dólares.

"Nos meus livros, ele era um gênio", disse Robert Keller, o melhor amigo de Taylor. "Acho que ele era um gênio flertando com a loucura."

A Nave no Quintal

Em algum momento no final dos anos 1970, os interesses de Taylor migraram das máquinas terrenas para algo muito mais ambicioso. Ele ficou obcecado com o espaço, com OVNIs, com a possibilidade de vida além da Terra.

Era a época de Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Guerra nas Estrelas e Jornada nas Estrelas. A cultura OVNI havia explodido no mainstream. Mas Taylor não se contentava em assistir a filmes sobre o espaço — ele tentava construir seu caminho até lá.

Usando dois pratos receptores de satélite, peças de segunda mão do lixão local e meses de solda, Taylor construiu uma réplica em tamanho real de uma nave espacial na fazenda dos pais. Equipou o interior com uma televisão, um sofá e um fogão a lenha. Passava horas sentado lá dentro, pensando, às vezes dormindo ali.

Douglas Curran, autor de In Advance of the Landing: Folk Concepts of Outer Space, visitou a criação de Taylor antes do desaparecimento. Descreveu Taylor como "obcecado em descobrir como os discos voadores eram movidos a energia."

Mas Taylor não estava apenas sonhando com viagens espaciais. Ele afirmava estar se comunicando com alienígenas.

Cerca de um mês antes de sumir, Taylor disse ao amigo Bob Nielson que estava em contato mental direto com seres de outra galáxia. "Ele ficava deitado e recebia comunicações mentais de alguém", lembrou Nielson. "Ele não conseguia vê-los... eles simplesmente conversavam com ele e com sua mente."

A maioria das pessoas achava que Taylor estava apenas sonhando. Outros não tinham tanta certeza.

A Noite da Tempestade

Em 29 de novembro de 1980, Taylor foi visto pela última vez no Bob's Grill, um restaurante local, por volta das 18h30. Segundo testemunhas, ele disse a todos que ia encontrar os alienígenas.

Ninguém acreditou nele.

Então ele dirigiu sua Datsun rosa na tempestade e desapareceu.

A polícia fez buscas por meses. A picape, pelo menos, deveria ter sido fácil de encontrar — um veículo rosa vivo não se mistura muito bem à paisagem. Mas nada apareceu. Nenhuma picape. Nenhum corpo. Nenhum rastro.

"Esperaria-se que ao menos o carro fosse encontrado", disse o cabo Mike Demchuk da Polícia Montada do Canadá. "Não se livra de algo tão grande sem que alguém saiba."

O Local da Explosão

Por seis anos, o caso ficou frio.

Então, em março de 1986, trabalhadores florestais locais fizeram uma descoberta sombria perto do Monte Prevost — não muito longe da casa dos pais de Taylor. Encontraram o que restava de um veículo, destruído numa explosão gigantesca. Espalhados entre os destroços, havia fragmentos de ossos humanos e um pedaço da camisa característica de Taylor.

O número de identificação do veículo confirmou: era a Datsun rosa de Taylor.

Uma investigação revelou que dinamite havia desaparecido da propriedade dos pais de Taylor na noite em que ele sumiu. Taylor usava dinamite regularmente para explodir tocos de árvore — prática comum na Colúmbia Britânica rural na época. Ele sabia manusear explosivos.

Um inquérito de legista concluiu que Taylor havia morrido na explosão, embora não tenha ficado determinado se foi acidente ou ato intencional.

O Que Realmente Aconteceu?

A resposta oficial é simples: Taylor dirigiu até uma encosta remota com dinamite na picape. Em algum momento naquela noite de tempestade, a dinamite explodiu, matando-o instantaneamente.

Mas essa explicação levanta tantas perguntas quanto responde.

Se Taylor pretendia se matar, por que o bilhete elaborado sobre viagens alienígenas? Por que deixar um mapa no verso (cujo significado nunca foi determinado)? Por que riscar "morte" no testamento e escrever "partida" no lugar?

E se foi um acidente — se a dinamite simplesmente explodiu enquanto Taylor dirigia — o que ele estava fazendo naquela estrada na montanha durante uma tempestade violenta?

Quem conhecia Taylor ofereceu teorias diferentes:

A Teoria da Solidão: A meia-irmã de Taylor, Joan Mayo, acredita que seu irmão estava desesperadamente solitário. "Ele tinha seu próprio jeito de fazer as coisas... era diferente", disse ela. Apesar de sua força física — era robusto e poderoso, conhecido por lutar de brincadeira com amigos — Taylor era dolorosamente tímido e introvertido. Tinha dificuldade de se encaixar. Talvez o bilhete sobre alienígenas fosse simplesmente uma forma de dar sentido a uma partida que ele não conseguia explicar de outra forma.

A Teoria das Drogas: A irmã de Taylor, Grace Anne Young, acredita que o LSD teve um papel. Segundo membros da família, Taylor estava tomando ácido com frequência nos meses anteriores ao seu desaparecimento — às vezes várias vezes ao dia. Sua prima Jaclyn escreveu numa carta que amigos disseram que "Granger tomou bastante ácido durante o verão" e "frequentemente falava sobre ir ao espaço sideral e de estar em algum tipo de contato mental com um alienígena."

Os psicodélicos turvaram a linha entre imaginação e realidade para Taylor? Ele realmente acreditava que ia encontrar alienígenas naquela noite?

A Teoria da Fuga: Robert Keller, o melhor amigo de Taylor, nunca acreditou que foi suicídio. Lembrava que Taylor dizia que, se quisesse desaparecer, "deixaria a barba crescer, se mudaria para outro país e ninguém saberia onde ele estava." A explosão poderia ter sido encenada? Taylor poderia ter começado uma nova vida em outro lugar, deixando para trás a cidade pequena onde nunca se encaixou?

As Perguntas Sem Resposta

Mais de quatro décadas depois, o caso de Granger Taylor permanece oficialmente não resolvido — não porque não saibamos o que o matou, mas porque não sabemos por quê.

Os fragmentos ósseos encontrados no local da explosão nunca foram definitivamente identificados por meio de teste de DNA (embora a tecnologia disponível em 1986 fosse limitada). Alguns observaram que o corpo nunca foi recuperado de forma significativa — apenas fragmentos espalhados pela encosta.

Rumores persistem na internet: que o corpo de Taylor foi encontrado pendurado numa árvore perto do local da explosão (não confirmado), que ele foi recrutado por uma agência governamental secreta interessada em suas habilidades mecânicas, que os alienígenas realmente o levaram.

A nave que Taylor construiu na fazenda de seus pais também desapareceu eventualmente. Ninguém parece saber o que aconteceu com ela.

Um Gênio Olhando para Cima

O que nos resta é o retrato de um homem que não se encaixava no mundo em que nasceu.

Granger Taylor conseguia reconstruir um caça da Segunda Guerra Mundial sem treinamento. Conseguia olhar para qualquer máquina quebrada e entender intuitivamente como fazê-la funcionar de novo. Era, por todos os relatos, um gênio genuíno.

Mas genialidade não garante felicidade. Taylor era tímido num mundo que recompensa a extroversão. Era excêntrico numa cidade pequena e operária que valorizava a conformidade. Não conseguia terminar a oitava série, mas conseguia ressuscitar uma locomotiva a vapor da ferrugem e da ruína.

Talvez o bilhete sobre alienígenas tenha sido delírio. Talvez tenham sido as drogas. Talvez fosse uma metáfora desesperada de um homem que queria escapar de uma vida onde nunca pertenceu.

Ou talvez — como Robert Keller às vezes se pergunta quando olha para o céu noturno — se alguém poderia ter encontrado um caminho até as estrelas, esse alguém seria Granger Taylor.

Afinal, quando ele colocava sua mente em algo, ele o fazia.


O desaparecimento de Granger Taylor foi tema do documentário "Spaceman" da CBC e do podcast Unsolved Mysteries. O caso permanece oficialmente em aberto.

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