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Desclassificado: Acoustic Kitty, o Gato Espião da CIA

Segundo relatos, a CIA gastou milhões implantando cirurgicamente um dispositivo de escuta em um gato. Eis o que o registro desclassificado realmente documenta sobre o Acoustic Kitty.

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Desclassificado: Acoustic Kitty, o Gato Espião da CIA

Em algum lugar da Diretoria de Ciência e Tecnologia da CIA, nos anos em que a agência também dopava indivíduos sem seu conhecimento com LSD e testava charutos explosivos, uma equipe de engenheiros decidiu que o dispositivo de escuta secreto ideal era um gato doméstico. Não um aparelho disfarçado de gato. Um gato de verdade, modificado cirurgicamente para carregar um.

O programa teria se chamado Acoustic Kitty e, para uma história com um desfecho tão repetido, o registro desclassificado por trás dela é mais escasso, mais estranho e consideravelmente mais burocrático do que sugere a versão popular.

O segredo

O Acoustic Kitty fazia parte de uma corrente mais ampla que atravessava os serviços técnicos da CIA nos anos 1960: um apetite por conceitos exóticos de vigilância baseados em animais que, vistos hoje, parecem ao mesmo tempo engenhosos e desequilibrados. Os arquivos desclassificados da agência descrevem outros esforços da mesma época, incluindo o trabalho com pombos treinados e, separadamente, a pequena libélula robótica "insectothopter", mais tarde exposta ao público no Museu da CIA. Os gatos se encaixavam numa fantasia operacional óbvia: um animal que já perambula perto de janelas, portas e cafés ao ar livre sem despertar suspeita, uma vigilância praticamente invisível numa espécie que as pessoas já ignoram.

A cópia preservada é bastante censurada. Não apresenta um histórico completo de classificação nem estabelece por que detalhes específicos foram omitidos; explicações sobre contrainteligência ou constrangimento institucional continuam sendo interpretações.

Origens

O comentário de 2001 do National Security Archive atribui a Victor Marchetti a anedota da fiação e do táxi. Sua nota aponta para o livro de John Ranelagh de 1986, não para uma entrevista documentada de 2001. Esse relato é distinto do memorando de março de 1967. 2

O memorando de março de 1967 sobrevive em duas páginas muito censuradas. A cópia traz um carimbo de divulgação de setembro de 1983; o National Security Archive a publicou na internet em 2001. São eventos diferentes, e o texto não fornece uma cronologia de cinco anos. 1

A operação

O editor do Archive relata um animal equipado com transmissores; o trecho atribuído a Marchetti descreve baterias, fios e uma antena na cauda. São lembranças relatadas. O memorando publicado não fornece um esquema cirúrgico nem confirma independentemente a disposição popular dos componentes no ouvido e na base do crânio. 2 1

O memorando reconhece que gatos podiam ser treinados para percorrer distâncias curtas. Considera a técnica impraticável para operações no exterior por fatores ambientais e de segurança. Não afirma que todos os gatos fossem impossíveis de treinar nem apresenta a fome como causa decisiva. 1

O comentário do Archive atribui a história do táxi ao relato posterior de Victor Marchetti. Trata-se de uma lembrança relatada pelo editor, não de uma conclusão do memorando; o documento divulgado não a confirma de forma independente. 2

Exposição

A exposição do Archive permite distinguir documentos de narrativas posteriores: o leitor pode abrir o memorando de duas páginas e ler separadamente o comentário e sua nota. Este não é um relato literal do memorando. 2

O Archive publicou o documento na internet em 2001, mas a cópia contém um carimbo de liberação de setembro de 1983. A publicação não deve ser apresentada como a primeira desclassificação. As páginas apoiam uma conclusão limitada sobre gatos treinados e viabilidade operacional, sem comprovar anos de trabalho ou orçamento total. 1

O que os arquivos dizem

O memorando reconhece que gatos podiam ser treinados para percorrer distâncias curtas. Considera a técnica impraticável para operações no exterior por fatores ambientais e de segurança. Não afirma que todos os gatos fossem impossíveis de treinar nem apresenta a fome como causa decisiva. 1

O memorando divulgado não especifica um orçamento total, uma duração exata, um atropelamento por táxi ou um único teste ao ar livre. As partes censuradas não estabelecem esses detalhes. 1 O comentário do Archive atribui a história do táxi ao relato posterior de Victor Marchetti. Trata-se de uma lembrança relatada pelo editor, não de uma conclusão do memorando; o documento divulgado não a confirma de forma independente. 2

Acoustic Kitty continua sendo uma história marcante de vigilância, mas o memorando original e as anedotas posteriores devem ser distinguidos. A conclusão documentada trata da viabilidade operacional; o desfecho famoso não é estabelecido por esse registro.

Referências

As fontes vinculadas estão em inglês; as citações sustentam as afirmações próximas, não cada frase do artigo.

Respostas Rápidas

Perguntas frequentes sobre este tema

O Acoustic Kitty foi um projeto real da CIA?

O memorando de março de 1967 sobrevive em duas páginas muito censuradas. A cópia traz um carimbo de divulgação de setembro de 1983; o National Security Archive a publicou na internet em 2001. São eventos diferentes, e o texto não fornece uma cronologia de cinco anos.

O gato realmente foi atropelado por um carro em sua primeira missão?

O comentário do Archive atribui a história do táxi ao relato posterior de Victor Marchetti. Trata-se de uma lembrança relatada pelo editor, não de uma conclusão do memorando; o documento divulgado não a confirma de forma independente.

Quanto custou o Acoustic Kitty?

O memorando divulgado não especifica um orçamento total, uma duração exata, um atropelamento por táxi ou um único teste ao ar livre. As partes censuradas não estabelecem esses detalhes.

Por que a CIA desistiu do projeto?

O memorando reconhece que gatos podiam ser treinados para percorrer distâncias curtas. Considera a técnica impraticável para operações no exterior por fatores ambientais e de segurança. Não afirma que todos os gatos fossem impossíveis de treinar nem apresenta a fome como causa decisiva.

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